TCO em Bombas Industriais. No fechamento de um projeto ou na necessidade imediata de reposição, o setor de compras muitas vezes é pressionado por um único indicador: o menor preço de aquisição (CAPEX). Contudo, para quem vive o dia a dia da operação, a realidade é bem diferente.

Quando se pensa em bombas industriais, o custo inicial representa, em média, apenas 10% a 15% do custo total que esse equipamento gerará ao longo de sua vida útil. O restante está dividido em partes como o orçamento de manutenção e a lucratividade da planta. É aqui que entra o conceito de TCO (Total Cost of Ownership), ou Custo Total de Propriedade, uma métrica essencial para gestores.

Os 3 Pilares do TCO em Bombeamento

Para analisar o TCO de forma profissional e fugir das armadilhas comerciais, precisamos olhar para três pilares fundamentais que sustentam a operação de qualquer sistema de fluidos.

1. Consumo Energético: O vilão silencioso

Escolher um equipamento com um ponto de maior eficiência (BEP) mal dimensionado para a sua aplicação aumenta muito o custo energético da empresa.

Equipamentos de alta performance, embora exijam um investimento maior, pagam-se rapidamente apenas na redução do consumo e por isso devem ser levados em conta na hora de escolher sua bomba.

2. Manutenção e Peças de Reposição

A facilidade de manutenção é um diferencial estratégico. Algumas tecnologias, como as bombas pneumáticas de duplo diafragma de qualidade superior, possuem menos peças móveis e permitem reparos rápidos no local. Por outro lado, bombas de baixa qualidade costumam exigir ferramentas especiais ou têm peças que só o fabricante original possui.

Nesse sentido, ao avaliar o TCO, você deve questionar:

  • Qual é o custo médio do kit de reparo?
  • O fornecedor possui estoque local para pronta entrega?
  • Quanto tempo meu mecânico leva para abrir e fechar esse equipamento?

3. Confiabilidade (MTBF): O custo do lucro cessante

O MTBF (Mean Time Between Failures ou Tempo Médio Entre Falhas) é uma métrica essencial. No papel, uma bomba é apenas um ativo; na prática, ela é o coração do processo. Se ela para, a produção para. 

Como calcular: Guia prático para o gestor

Para comparar tecnologias de forma justa — por exemplo, uma bomba pneumática contra uma elétrica em um processo de dosagem — não olhe apenas para o orçamento. Utilize uma fórmula simplificada de TCO:

  1. CAPEX (Aquisição + Instalação): O valor da NF mais o que você gasta com tubulações, base e fiação.
  2. Energia: Calcule o consumo anual com base nas horas de operação previstas. No caso de pneumáticas, considere o custo do ar comprimido.
  3. Manutenção Prevista: Estimativa de troca de vedações e peças de desgaste conforme o manual.
  4. Risco de Parada: Estime o custo de uma hora de linha parada e multiplique pela probabilidade de falha (baseado no histórico da marca).

Além disso, é importante considerar o valor residual do equipamento. Marcas consolidadas mantêm valor de mercado e possuem maior durabilidade, o que estende o ciclo de vida do ativo e dilui o investimento inicial.

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